Nathalie Becquart: O papel da mulher na Igreja, “megaquestão” para o Sínodo

Irmã Nathalie Becquart. (Foto: Reprodução | Vatican News)

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09 Setembro 2023

  • “Estou convencida de que são necessárias mais mulheres em posições de liderança. Onde quer que mulheres e homens trabalhem juntos, são tomadas melhores decisões”, disse a freira em declarações ao jornal alemão Tagespost.

  • Becquart sublinha a resolução com que Francisco trata da questão das mulheres, embora “dissociando ordenação e responsabilidade” de tal forma que a instituição eclesial possa “romper com um modelo clerical em que tudo recai sobre os ombros do clero” e tornar-se uma Igreja “onde todos atuam e realizam a missão juntos”.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 07-09-2023. 

A "megaquestão". É assim que Irmã Nathalie Becquart, subsecretária do Sínodo dos Bispos, considera o papel da mulher na Igreja, tema que tem surgido recorrentemente durante a fase preparatória do Sínodo sobre a Sinodalidade, a ser aberto em 4 de outubro em Roma.

“Estou convencida, como muitos outros, de que são necessárias mais mulheres em posições de liderança. Onde quer que mulheres e homens trabalhem juntos, são tomadas melhores decisões”, disse a freira em declarações ao jornal alemão Tagespost, recolhidas por site Katholisch.

E entre essas funções estaria também a da ordenação sacerdotal, tema que tem aparecido nas reflexões pré-sinodais em países como a Alemanha, embora Becquart reconheça que "esta exigência não é unânime em todos os lugares”.

Neste sentido, acrescenta que o objetivo do Sínodo não pode ser tomar decisões onde “metade ou três quartos das pessoas não são aceitos”, lembrando que as mulheres católicas em todo o mundo estão “entrelaçadas” de uma forma muito diferente e não não têm as mesmas prioridades e perspectivas. “Em muitos países, por exemplo, a Igreja está preocupada em combater a violência e a discriminação contra as mulheres”, diz ao Katholisch.

Becquart também destaca na entrevista a resolução com a qual o Papa Francisco aborda a questão das mulheres na Igreja, embora “dissociando ordenação e responsabilidade” de tal forma que a instituição eclesial possa “romper com um modelo clerical em que tudo recai sobre o ombros do clero” e tornar-se uma Igreja “onde todos atuam e realizam a missão juntos”.

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